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Gestão, conhecimento e legislação são fundamentais para o sucesso da piscicultura

Atividade agropecuária em expansão no Brasil, a piscicultura cresceu 8% em 2017, mas tem potencial para crescer ainda mais. É um mercado que movimenta mais de R$ 5,4 bilhões e é responsável pela criação de, aproximadamente, 1 milhão de empregos diretos e indiretos. Devido à importância que tem conquistado ano após ano no cenário agropecuário brasileiro, a piscicultura esteve em debate na TECNOSHOW COMIGO, em Rio Verde (GO), por meio de palestras e exposição de espécies de peixes.

O consultor em aquicultura, Alexandre Carvalho Wakatsuki, apresentou os fundamentos em piscicultura. De acordo com ele, o sucesso da atividade depende cada vez mais de conhecimento para desenvolver a atividade em campo. “É fundamental ter noções básicas de qualidade da água, implantação de viveiros ou tanques escavados, assim como planejamento da produção de peixes. A piscicultura precisa muito avançar em gestão, tendo atenção especial no domínio dos procedimentos e processos de todas as etapas de cultivo e, em conjunto, investir em tecnologia, desde equipamentos à softwares para controle da piscicultura”, afirma.

Legislação

Além de gestão e conhecimento, o consultor em piscicultura, Francisco Medeiros, explica que é preciso ter mais segurança para conduzir a atividade. De acordo com ele, hoje, o maior empecilho para a implantação de piscicultura no Brasil é a insegurança jurídica, decorrente de falta de legislação ambiental em alguns estados e legislações fora da realidade em outras. “Muitos empresários perdem grandes oportunidades de negócios por desconhecerem o segmento, mas também por causa das dificuldades que existem”, enfatiza.

Ele explica que a aquicultura – não só a piscicultura – exerce importante papel na cadeia do agronegócio brasileiro – por ser um dos segmentos que mais consomem grãos no mundo. “Se a aquicultura cresce, melhora os mercados para os produtos agrícolas”, reforça. Francisco acrescenta ainda que é preciso evoluir em legislação ambiental compatível com a realidade do agro e análises céleres dos processos de licenciamento. “Também precisamos avançar em escala de produção e ter mais tecnologia aplicada. Hoje, o Brasil tem um déficit da balança comercial de pescado de R$ 1,3 bilhão. É preciso investir na atividade e inverter a balança comercial.

Fonte: Portal do Agronegócio

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