Sanex

Cenário catastrófico para pintos de um dia, diz Apinco

[:pb]O cenário enfrentado pelo segmento avícola produtor de pintos de um dia – de corte e de postura – é simplesmente catastrófico. Porque, além de paralisar as atividades de incubação, o setor está vendo morrer, nos próprios incubatórios, por inanição, os pintos que não param de nascer.

A produção do pinto de um dia implica em 21 dias de incubação. Portanto, quando o movimento caminhoneiro foi iniciado (21 de maio), já estavam em máquina ovos férteis de três semanas – o correspondente a três quartos da produção mensal.

Como os nascimentos ocorrem diariamente, nestes oito dias de movimento nasceu volume de pintos equivalente a um quarto (25%) do total mensal. E a maioria deles não saiu dos incubatórios. Resultado: sem ração inicial e sem aquecimento apropriado, a quase totalidade da produção (as exceções foram raríssimas) morreu por inanição.

Partindo da produção mais recente – já recessiva, devido à queda na demanda interna e externa e, por isso, representando menos de 85% da capacidade instalada – a APINCO estima que na primeira semana do movimento caminhoneiro permaneceu nos incubatórios (e, infelizmente, morreu) mais da metade dos pintos de corte nascidos no período, índice correspondente a pelo menos 50 milhões de cabeças. Há, porém, registro de incubatórios que, produzindo mais de 1 milhão de pintos por semana, perderam toda a produção do período porque piquetes formados na porta das empresas impediram toda e qualquer movimentação de veículos.

Esse é o lado mais trágico. Porque há, também, outro lado, o da perda de produção. Para poder produzir, mensalmente, mais de 1 milhão de toneladas de carne de frango, a avicultura incuba, diariamente, em torno de 25 milhões de ovos férteis. E a maior parte desses ovos não chegou aos incubatórios, sequer saiu das granjas onde ocorreu a produção, forçando a paralisação das incubações.

O efeito disso será um elevado hiato na oferta de pintos de um dia dentro de duas semanas – deficiência que pode se estender além desse período se não houver rápido equacionamento do movimento. E, cerca de seis semanas depois (segunda quinzena de julho) a oferta de carne de frango cairá drasticamente. Isto, sem considerar o que vem sendo perdido na criação em decorrência da falta de ração

Essa ocorrência, aliás, já vem gerando graves consequências nas granjas de matrizes, onde o risco de falta de ração é contornado através de “ajustes nutricionais” que apenas asseguram a sobrevivência das aves, mas não, necessariamente, sua produtividade. Dependendo da idade do plantel, a perda de produtividade enfrentada pode não ter recuperação. Ou seja: os efeitos do atual movimento perdurarão, ainda por meses e meses.

Fonte: Apinco[:]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.